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Top 10 - Lendárias Nostálgicas do Modo Livre de Hearthstone

Relembre 10 dos cards mais nostálgicos e incríveis que hoje estão no Modo Livre de Hearthstone!

Salve a todos! Novamente trazendo um top 10 e dessa vez temos os cards lendários mais nostálgicos do formato livre de Hearthstone. Nessa lista tentei trazer ao menos uma lendária de cada expansão exclusiva do modo livre(na data de publicação deste artigo), e não necessariamente as lendárias mais fortes do formato ou a lendária mais forte de cada expansão ou até as que eram mais presentes na época que jogavam no padrão, mas sim lendárias que trazem realmente um sentimento de nostalgia da época que elas eram jogadas, mesmo não sendo obrigatoriamente a mais forte, cada uma delas era extremamente importante nos arquétipos que faziam parte, e a presença desses cards dava uma característica específica para cada um desses metas.

Sylvana Correventos

Sylvana Correventos - Card
Sylvana Correventos

Começando esse artigo com ninguem mais, ninguem menos que a poderosíssima Sylvana, nos primeiros estágios do jogo, esse card custava apenas 5 mana e pelo pequeno número de remoções e respostas presentes no Hearthstone da época, esse card era uma dor de cabeça absurda sempre que caia na mesa.

Sylvana sempre foi um card complicado de se lidar porém numa época onde o meta do jogo era baseado em valor e grandes ameaças em formas de lacaios, Sylvana era a maior de todas elas já que além de ser uma ameaça por si só permite que você roube as do seus oponentes.

Mesmo após sofrer um aumento no seu custo, Sylvana não deixou de possuir um espaço privilegiado no meta do jogo, e continuou sendo umas das principais lendárias até a divisão dos dois formatos, com a criação do Padrão o card automaticamente foi removido do clássico fazendo com que ele fosse desconhecido aos novos jogadores.

Atualmente Sylvana não protagoniza mais nenhum deck ou nem mesmo a posição de grande ameaça no formato livre, mas continua sendo uma lendária excelente em qualquer deck mais lento que busca gerar valor e dominar a mesa.

Repugnaz

Repugnaz Card de Hearthstone
Repugnaz

Eu mencionei que esse artigo não seria necessariamente das lendárias mais fortes porém o motivo do Repugnaz ser um card nostálgico é exatamente isso, Repugnaz foi lançado na segunda ala de Naxxramas que foi a primeira expansão do Hearthstone. Nessa época o jogo tinha pouquíssimos cards e a divisão padrão e livre não estava nem perto de existir, os decks eram tão inferiores em velocidade e poderio que cards como Yeti Ventogelante e Andarilha do Sol eram considerados os principais lacaios das suas curvas. Nessa mesma época a curva 5 do jogo era bem fraca, Sylvana já estava custando 6 e praticamente nenhuma classe do jogo tinha uma boa jogada no turno 5 (exceto Druidas e Bruxos agressivos).

Por isso, quando lançado Repugnaz acabou entrando automaticamente em todos os decks que precisavam preencher esse espaço, seja qual for o arquétipo. Um 5/5 por 5 mana era(e ainda é) um status forte pra curva e o sua versatilidade fez com que cada vez mais ele ganhasse espaço nas listas.

Nessa mesma época o Ladino Milagre era um dos decks mais fortes do meta (se não o mais forte) e todos pensaram que Repuganaz seria uma tech card perfeita para tirar esse deck do jogo. Pro azar da comunidade Repugnaz não era apenas uma tech card, qualquer deck podia usar o card, seja agressivo, seja controle, seja combo, ele seria útil de alguma forma.

No fim o próprio Ladino Milagres recebeu um benefício enorme em poder utilizar o card, a galera dessa época com certeza lembra da diferença que Repugnaz sozinho fez no meta(sem falar dos outros diversos cards que chegaram com Naxxramas como Arrota-Lodo e Cientista Louco) mas também não é como se a situação tivesse mudado muito hoje em dia, qualquer um que jogar o modo livre vai rapidamente perceber que Repugnaz ainda é um card absurdamente poderoso e definitivamente é o card lendário mais versátil do formato, podendo jogar em praticamente qualquer arquétipo e fazer a diferença em diversas partidas.

Imperador Thaurissan

Imperador Thaurissan - Card de Hearthstone 01
Imperador Thaurissan

Novamente mencionando um card muito poderoso mas que fez uma diferença enorme na época que foi lançado, uma diferença ainda maior que Repugnaz ou qualquer outro card lançado anteriormente, claramente estou falando do card lendário mais amado da aventura Montanha Rocha Negra, o poderosíssimo Imperador Thaurissan.

Thaurissan foi lançado na primeira ala de BRM e se tornou uma peça essencial no meta da época quase que instantaneamente. Diferente de Repugnaz, Reno, Keleseth e outros cards que foram bastante subestimados ao longo das eras, no momento que foi revelado todos já sabiam o potencial que esse card tinha, e o quão forte ele ia ser no jogo.

Reduzir o custo de todos os cards da sua mão possibilitou inúmeros combos surgissem, muitos desses que antes eram inviáveis, finalmente começaram a aparecer tornando o arquétipo combo algo relevante para o jogo, antes no Hearthstone decks combo eram basicamente decks Midrange/Controle que possuíam algumas interações entre dois (ou mais cards) que gerava jogadas bem fortes(como o antigo combo de Força da Natureza e Rugido Selvagem) mas que não conseguiam finalizar o jogo obrigatoriamente em um único turno.

Com o Imperador todos esses combos se tornaram um pouco ultrapassados e os combos de vencer o oponente no mesmo turno (chamados de OTK) se tornaram cada vez mais possíveis. Conforme novas expansões foram lançadas mais possibilidades de combos surgiam e com o auxílio desse card muitas entraram para o meta. Também aconteceu de muitos decks controles usufruírem do seu poderio para acelerar as suas jogadas de impacto, esses fatores não mudaram muito e hoje dia Thaurissan continua sendo conhecido como o grande pai de todos os combos e fora desses arquétipos, uma peça muito interessante em qualquer deck que busca jogar cards pesados.

Elise Mirestrela

Elise Mirestela - Card de Hearthstone
Elise Mirestela

Muitos de vocês talvez se perguntem porque eu decidi mencionar Elise Mirestrela ao invés do famigerado Reno Jackson, e sim eu concordo que Reno Jackson causou um impacto muito maior quando a Liga dos Exploradores foi lançada, e inclusive até hoje ele protagoniza os decks controle mais poderosos do jogo. Mas é exatamente por isso que eu não decidi abordar esse card: Reno Jackson continua exercendo o mesmo papel desde seu lançamento e mesmo sendo um card muito nostálgico para os jogadores que não jogam o formato livre, para os que jogam é basicamente rotina.

Diferente de Elise Miraestrela na época que Liga foi lançada os decks controles não possuíam formas tão consistentes de criar valor e muitas vezes acabavam tendo que abrir mão de remoções e compra de card para rodar cards muito pesados(o que fazia eles serem muito vulneráveis). com o lançamento de Elise isso mudou drasticamente. Mesmo dependendo de um RNG absurdo os decks mais lentos do jogo finalmente ganharam uma ferramenta capaz de lhes conceder bastante valor na forma de um único card.

Você não precisava gastar espaço no  seu deck com diversas ameaças como os Dragões do conjunto clássico, Dr Cabum, Grommash e Ragnaros para ter condições de finalizar a partida. Com Elise você podia simplesmente lotar seu deck de provocares, compra de card, ganho de vida/armadura e remoções e usar apenas um espaço para colocá-la na lista.

Fazendo isso você se garantia numa partida onde você precisasse de ameaças mais do que das suas das suas remoções, você poderia trocá-las(junto com qualquer card que ficaria morto na sua mão no fim de jogo) por lendárias aleatórias que muitas vezes iriam te dar o número necessário de ameaças para ganhar a partida. Nos dias de hoje Elise perdeu completamente seu espaço graças a diversos fatores mas em especial o lançamento de cards como os Dks que geram muito mais valor e um valor que não depende de Rng e também claro a velocidade que os decks do meta tem no momento.

C'thun

C'Thun - Card de Hearthstone
C'Thun

A nostalgia por trás desse card talvez seja uma das maiores dentre os jogadores mais antigos, na época do lançamento do Sussurros dos Deuses Antigos, os únicos cards que possuíam essa característica de fazer você construir seu deck em volta deles eram Reno Jackson e Elise. Também não existia nenhum lacaio tão pesado e com efeitos tão avassaladores com são os Deuses Antigos. Com isso os cards são poderosos e muito icônicos, mas decidi mencionar C’thun por dois principais motivos:

O primeiro é que ele foi dado gratuitamente para todo mundo que abriu um pacote de Deuses Antigos fazendo com que qualquer jogador tivesse acesso ao card, graças a isso nós vivenciamos uma época onde quase todas as classes possuia um deck que girava em torno de C’thun como principal finalizador, em especial Druidas e Guerreiros que simplesmente combinaram suas poderosas ferramentas com o plano de jogo do C’thun, e se tornaram alguns dos principais decks do jogo por um bom período de tempo.

O segundo motivo que me faz querer mencionar o C’thun é um potencial que ele deu ao jogo em questão de design de cards, que não foi explorado novamente até então. Provavelmente vocês que jogam a mais tempo devem se lembrar a galera cogitando novos cards que interagiam com outros cards de formas parecida ao que os cards que buffavam o C’thun. Cards que podiam interagir mesmo estando no deck ou na mão, essa mecânica chegou até a ser repetida de formas menores mas até hoje muitos da comunidade esperam que uma mecânica grandiosa como é a do C’thun reapareça no Hearthstone. Só que no Meta livre o C'Thun acabou entrando em desuso nos últimos anos.

Remendo, O Pirata

Remendo, o Pirata - Card de Hearthstone
Remendo, o Pirata

Mesmo ainda sendo muito popular no formato, mesmo tendo sido nerfado, Remendo continua sendo uma peça muito importante nos decks agressivos. Porém imaginem na época de seu lançamento, o meta estava seguindo um caminho mais lento, e poucos decks agressivos tinham os recursos para lidar com os decks Reno, que estavam populares na época: com Remendo o arquétipo agressivo em geral ganhou um benefício absurdo. Na época além de filtragem de deck e criação de presença de mesa, o card ainda possuía Investida, o que permitia que ele causasse no mínimo um ponto de dano adicional, e um ponto de dano atualmente faz uma diferença enorme no formato.

Remendo foi tão popular que na sua melhor época qualquer deck agressivo o utilizava não importando a classe, inclusive alguns decks de Mago e Druida agressivo, classes que na época não possuíam armas e nem sinergia nenhuma com piratas começaram a utilizar o card junto de alguns piratas do conjunto clássico simplesmente pelo seu potencial absurdo de agressividade nesse período do jogo.

Nessa época o meta era bem dividido entre decks Controle com muitos recursos e decks agressivos com muita explosão. Para muitos foi a época mais estressante da história do Hearthstone. Decks Guerreiro Pirata conseguiam finalizar facilmente a partida nos turnos 4 e 5 porém caso não conseguissem era quase certo que o adversário mais lento jogaria um Reno Jackson no turno 6.

Essa dualidade no meta criada por decks agressivos com Remendo e decks controle com Reno, foi o que tornou o  meta estressante para tantos jogadores, mesmo não sendo extremamente desbalanceado, o simples fato de qualquer controle ter que rodar Reno para sobreviver contas um deck agressivo,  e qualquer deck agressivo ter que rodar Remendo para causar o dano necessário tornou o jogo bem monótono para alguns. Porém com o lançamento de novas expansões e balanceamentos ambos os cards se tornaram mais justos, e mesmo muito poderosos, hoje em dia são extremamente saudáveis para o formato livre.

Aviana

Aviana Card de Hearthstone
Aviana

Eu decidi incluir Aviana logo abaixo do Remendo na lista por um único motivo, mesmo tendo sido lançada lá no Grande Torneio, todo o potencial desse card ficou oculto até o lançamento da expansão Gangues de Geringontzan. A expansão veio com diversos cards muito poderosos para o formato, mas em especial eu gostaria de mencionar Kun, O Rei Esquecido, card esse que junto com Aviana forma um par perfeito para viabilizar combos em um único turno.

Ao jogar Aviana ( que na época aínda custava 9) e Kun em seguida, você possuía 10 de mana livre para realizar qualquer jogada, além disso todos os lacaios que você jogar custavam 1, fazendo com que inúmeros combos se tornassem possíveis para a classe Druida mesmo sem usar do auxílio do Imperador Thaurissan ou necessitar de mais de um turno para finalizar o combo.

Ao passar das expansões os combos com Aviana e Kun se tornaram cada vez mais consistentes e logo o Malygos Druida se tornou um dos principais arquétipos combo do formato livre. Com o lançamento do Bosque das Bruxas, Azalina foi um card que possibilitou mais uma variante do Druida Combo, ao invés de finalizar com dano direto, você roubava o deck do seu oponente com o Rei Fubalumba e em troca dava o seu quase vazio. Esses dois decks foram lutando bastante entre si para a posição de melhor deck combo do formato, e por um grande período de tempo se mantiveram no tier 2 do livre, sendo decks fortes mas balanceados.

Com o lançamento do Projeto Cabum esses decks combos, que giravam em torno de Aviana, atingiram níveis alarmantes de força com os novos cards Alinhador Astral e Psicomelao Suculento se tornou possível finalizar os jogos muito rapidamente e o deck acabou se tornando bem tóxico para o formato.

Ao invés de resolver o problema balanceando o Melão, a equipe de balanceamento preferiu nerfar a Aviana e assim causou um impacto absurdo na consistência dos decks combo da classe. Mesmo custando 10 o card ainda pode possibilitar combos combinado com um Avivar ou a própria moeda, porém o aumento de custo tornou o combo lento o suficiente para não fazer mais parte dos mais poderosos do meta livre. No futuro com novas expansões esse card, que foi tão popular do passado, talvez possa retornar a ter uma presença mais relevante no meta do formato.

Medivh, O Guardião

Medivh, o Guardião - Card
Medivh, o Guardião

Diferente de todos os outros cards nessa lista, Medivh nunca chegou nem perto de ser uma “staple”(card extremamente importante para o meta), porém isso não o impediu de ver bastante jogo já época do seu lançamento, até a época que rotacionou, mesmo tendo um poderio lento demais para o formato livre atual.

Entretanto na época que lançado o card era basicamente uma ferramenta única: transformar seus feitiços em também corpos na mesa quando jogos trazia uma consistência enorme para os decks controle. Por muito tempo o card foi utilizado nesses arquétipos, por ter um efeito baseado em um RNG controlado o card conseguiu balancear bastante entre forte e divertido, fazendo com que muitos incluíssem o card em diversos decks buscando mais usos para essa ferramenta.

Em especial dois decks da época fizeram muito uso do Medivh por conta da quantidade adicional de ameaças que era possível gerar com ele na lista: Druida Fichas (mas não a versão agressiva e sim uma versão mais lenta com Medivh,Yogg e outras bombas), e também o Mago Controle, ambos foram dois decks que fizeram um uso excelente do card e também foram os principais motivos dele se manter tão jogado até rotacionar.

Com a velocidade que temos no livre atualmente um card como Medivh não é mais tão apelativo, oito manas por um 7/7 + o poder da arma não é mais tão relevante e o card acabou caindo em esquecimento. Na época do Druida Astral ele chegou a ver bastante jogo por ser o melhor lacaio de custo 8 que possui 7 de vida, porém isso não o fez ser uma “staple” do formato, já que ele era uma das poucas partes do combo que podia ser substituída, é importante ressaltar que mesmo esse sendo o caso atual Medivh ainda tem muito potencial e caso o meta se torne mais focado nos decks controle ele com certeza fará seu retorno ao meta.

Yogg-Saron, Fim da Esperança

Yogg-Saron, Fim da Esperança - Card de Hearthstone
Yogg-Saron, Fim da Esperança

Não tem nem como falar de nostalgia sem mencionar esse ícone, Yogg foi provavelmente o card mais amado e mais odiado do jogo por um grande período de tempo. Diferente de qualquer outro card já lançado, Yogg tinha um fator de aleatoriedade completamente absurdo, já que esse RNG não era tão aleatório assim, os feitiços da época em geral não tinham muitos pontos negativos. Então a chance de você gerar um valor absurdo com ele era bem alta, mesmo não gerando um valor absurdo o Deus Antigo no mínimo comprava alguns cards, limpava a mesa ou ganhava uma quantidade de vida que ajudava você a se manter por mais tempo na partida.

Yogg era jogado em praticamente qualquer deck que não era agressivo (inclusive em algumas variantes híbridas que tinham um plano de jogo agressivo + feitiços e Yogg para também ter uma chance no fim de jogo), o rng gerado por esse card era uma das coisas mais divertidas e emocionantes que já presenciamos no Hearthstone.  Muitas vezes ele conseguia sim te salvar e virar o jogo, as vezes até ganhar a partida no turno que jogado, mas com certeza a parte mais nostálgica desse card eram as vezes onde o azar era enorme, e ele além de limpar a sua mesa, queimava seus cards e ainda te causava dano direto.

Muitos jogadores achavam que a presença desse card estava atrapalhando o cenário competitivo, já que um card que foi feito para ser divertido acabou se tornando um dos mais presentes do meta da época.

As primeiras reclamações começaram porque muitos jogos que pareciam ganhos para um jogador eram perdidos graças ao grito de guerra de Yogg. Porém após um período de tempo as reclamações se estenderam para acusar o card de anti-jogo já que não parecia fazer sentido perder para um plano de jogo baseado em um único grito de guerra. Após muita comoção na comunidade (principalmente de alguns jogadores profissionais famosos da época) o card acabou sendo nerfado, agora caso algum dos feitiços aleatórios matasse Yogg o seu grito de guerra parava, além de não fazer o menor sentido em questão de mecânica.

Esse Nerf acabou sendo um divisor de águas no jogo, a partir daí a comunidade reparou no seu poder de fala sobre algumas questões do jogo, e no futuro muitos cards acabaram sendo nerfados injustamente por esse mesmo motivo.

Eu pessoalmente achei o Nerf do Yogg injusto e sinto muita saudade do card. Infelizmente muitos o comparam com Barnes, porém o seu fator de aleatoriedade necessita de toda uma partida jogando feitiços e preparando seu grito de guerra, então na minha opinião é impossível compara-lo com um card que te ganha a partida se jogada no turno 4 independente de quais cards você jogou antes ou como você sobreviveu até ali. Já que no turno 4 muito dificilmente você vai estar morto (mesmo para um deck muito agressivo), hoje em dia o card acaba seguindo seu propósito inicial sendo apenas mais uma lendaria meme e dificilmente veremos retornar para o meta se for revertido o nerf que o card sofreu.

Dr. Cabum

Dr. Cabum - Card de Hearthstone
Dr. Cabum

Finalizando essa lista eu decidi trazer o card que pra muitos é o mais icônico de todo o jogo, inclusive foi eleito o melhor card da história numa pesquisa no Twitter. Estamos falando de ninguém menos que a versão clássica do Dr Cabum. Esse lacaio quando revelado passou praticamente despercebido, muitos inclusive criticaram sua força o comparando com o card básico Golem de Prata que também é um 7 mana 7//7. Os jogadores realmente subestimaram o poder das bombas geradas pelo Cabum, e principalmente o quanto o meta ia se tornar mais focado em grandes ameaças com o lançamento da primeira expansão de pacotes do jogo.

Com o lançamento de Gangues vs Geringontzan, rapidamente se percebeu o grande potencial do card, e não demorou muito para que sua extrema força dominasse todo e qualquer arquétipo do jogo, inclusive nessa época um outro card se tornou muito popular e também estava presente em todos os decks do formato(não importando o arquétipo), esse card era o Caçador Profissional (que na época custava 3). Como todos os decks rodavam o Cabum esse card sempre teria alvo e caso você conseguisse usá-lo para limpar o Cabum adversário sem que ele conseguisse atacar, a vantagem de tempo gerada era muito grande e permitia muitas vezes que você virasse a partida.

Por um grande período (até um pouco antes da primeira rotação) Dr Cabum continuou sendo uma das principais lendárias do jogo, seu poder era imenso e pela escassez de remoções mais versáteis todos eram obrigados a gastar espaços no deck com remoções muito específicas como o próprio Caçador Profissional, mesmo essa época sendo muito icônica e nostálgica para o jogo, muitos podem concordar que a restrição na construção de listas criada pelo Dr Cabum foi uma das coisas mais tóxicas que já vivenciamos no jogo.

Hoje em dia o card perdeu muita força graças ao lançamento de diversas ameaças mais potentes, acabou se tornando mais popular como uma bomba em listas agressivas, mesmo perdendo muito espaço no meta o card continua sendo muito forte e tem um potencial imenso de continuar jogando bastante se o meta começar a caminhar para um caminho mais midrange controle. Claro que nunca mais veremos o que era em GvG onde qualquer deck era 28 cards + um Cabum e um Caçador Profissional, porém é super provável que ele continue sendo útil para os arquétipos que ele vê jogo, e possivelmente para novos decks que possam surgir com o lançamento de novas expansões.

Redator e Jogador do Formato Livre, alguns me conhecem como Cientista Louco. Jogo desdo beta e sempre buscando testar novos decks e novos combos para o Modo Livre. Email: gabriel.dias@cardnamanga.com.br