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Curva de mana: aprenda como controlar seus cristais

Fazer esse jogo de equilíbrio pode ser difícil e desafiador! Aprenda com nosso guia para iniciantes!

por Sandy Fernandes

Se você está acostumado com jogos com temática mágica, então sabe que mana sempre é um recurso extremamente trabalhoso para o jogador, especialmente se ele não for bem administrado. Ela é a base dos ataques mágicos, dessa forma, deve ser administrada de forma equilibrada, afinal, você precisa ter sempre uma quantidade considerável para elaborar um ataque ou defesa efetivo, não importa o que tenha feito no round anterior.

Mas para os novatos, fazer esse jogo de equilíbrio pode ser difícil e desafiador, empolgados em acabar com a partida o mais rápido possível, podem gastar todo seu recurso ou então, com receio de acabar com a mana deixam de realizar ataques certeiros.

Se você joga Hearthstone, mas nunca ouviu falar de Curva de Mana (do inglês: mana curve), então já achamos o motivo para não ter tantas vitórias quanto gostaria... Para te ajudar a criar aquele deck vencedor, reunimos as principais informações sobre o que é uma Curva de Mana e como você pode usá-la a seu favor e melhorar no game.

O que é mana?

Mana é o recurso mais importante de todo jogo. Por quê? Bem, o motivo é simples: você só poderá usar o poder de seu herói e invocar cartas quando tiver com mana o suficiente para isso. Em outras palavras, cada carta tem um determinado custo de mana e, para invocá-lo, você deve ter mana o suficiente para “pagar”.

Em Hearthstone, o jogador começa com apenas um cristal de mana, o que limita muito os seus movimentos e o obriga a administrar bem este recurso. Ao longo de cada turno, porém, os cristais de mana vão aumentando até chegar ao seu número máximo: dez. Você e seu adversário sempre vão receber o mesmo número de “cristais de mana” por turno.

Os Cristais de Mana são o coração do Hearthstone, pois é a mana que vai controlar o que você pode ou não jogar em determinado turno. Portanto, você deve prestar muita atenção na mana ao construir o seu deck. Caso contrário, pode acabar com cartas inúteis em sua mão e, assim, seu jogo ficar travado, o que acaba com as suas possibilidades de vencer. Há algumas cartas que “burlam” esta necessidade de controlar a mana, tais como Crescimento Silvestre, Avivar e Preparação e por esse motivo elas entraram para o grupo de cartas mais poderosas do jogo.

Problemas no deck? Pode ser a curva de mana!

Você já passou por momentos em que sua mão não tem nenhuma carta para usar? Ou seja, ela ficou “sem valor”? Na verdade, sua mão pode estar cheia de cartas disponíveis para usar, mas elas não possuem valor algum e você é obrigado a usá-las fora da “curva de mana”. No caso de um lacaio, você decide invocá-lo pelo simples motivo de que seu turno não seja ainda pior.

Tudo isso pode estar ligado ao problema de não ter um deck com uma curva de mana efetiva. Vamos entender o que pode ser a origem desses problemas:

  • Você escolhe cartas baseando-se em seu poder? Seu deck está recheado de cartas com um poder de cair o queixo, mas, nunca tem a oportunidade de usá-la? Você recebeu cartas tech e lendárias e quer exibir todas elas em seu deck? Saiba que construir um deck com esse pensamento é um erro, assim como ter um monte de cartas lendárias em seu baralho, mas que não possuem motivação alguma, pode colocar o seu jogo em risco em vez de ajudar.
  • No Mulligan, ou seja, o sorteio das cartas iniciais, você baseia a sua escolha em valor isolado da carta e seu early game acaba sendo prejudicado.
  • Seu deck está repleto de lacaios de alto custo e, no early game, você mal consegue impor uma presença de campo? Por conta disso, o andamento de sua partida pode ser prejudicado, isto é, se você sobreviver por muito tempo pois, em casos assim, pode ser que você esteja morto antes mesmo do quinto turno.
  • Seu deck possui um certo controle de mana, porém, você acha que não tem presença de campo o suficiente no early game? Você não quer alterar o seu deck porque acredita que, no late game, suas cartas terão mais força? Cuidado, pois seu oponente pode ter uma presença de campo já consolidada e será impossível para você virar o jogo.

Se você observou que alguma dessas situações ocorre frequentemente com você, já passou da hora de estudar para ter um deck mais efetivo em campo. Prepare-se para as mudanças e vamos lá!

Entenda o que você escolhe

Geralmente, os jogadores que montam um deck básico acabam escolhendo extremos. Com isso, a curva acaba ficando inconsistente. Em outras palavras, escolher cartas com nível altíssimo é uma escolha errada, especialmente porque você não terá nenhuma opção na sua mão.

Seu deck deve ter 30 cartas e cada uma delas deve ter sinergia entre si. O mínimo que você tem que fazer é que a curva de mana seja boa. O que isso significa? Tanto a base quanto o complemento de seu deck devem estar em equilíbrio, pois a cada turno você deverá manter uma constância em questão de eficiência.

Sinergia? Curva de mana boa? Você provavelmente está pensando que isso é apenas coisa de pro e de quem quer estar no topo das rankeds e que um “mero mortal” não teria capacidade de fazer isso, não é? É aí que você se engana, pois fazer isso é mais fácil do que parece. Quer saber como?

  1. O primeiro passo é ter em mente de que uma partida possui três momentos diferentes:
  • Early Game: Corresponde aos turnos iniciais (aproximadamente entre os turnos de 1 a 4).
  • Mid Game: Corresponde aos turnos médios, ou seja, o meio do jogo (aproximadamente entre os turnos 5 e 7).
  • Late Game: Corresponde aos turnos finais de jogo e vai até o jogo acabar (Aproximadamente, começa a partir do turno 8.).
  1. Em segundo lugar, você deve saber que cada momento, ou etapa, do jogo, você pode tomar um tipo diferente de atitude:
  • Como no Early Game utilizar drop alto não é muito comum, exceto em algumas circunstâncias (raras) especiais, você precisa garantir que sua mão tenha algo para usar nesta situação.
  • No caso do Mid Game, você tem duas opções: escolher lacaios de Early Game ou escolher lacaios que estejam situados na curva média, ou seja, que custam de 4 a 5 cristais de mana. Na segunda opção, o adversário terá mais dificuldade de trocar com eles do que sentiria no primeiro.
  • No Late Game, em vez de tentar fazer uma jogada que virará a partida inesperadamente, é preferível que você mantenha uma força e consistência que já tenha adquirido nos primeiros momentos do jogo. Se você usa a estratégia de encher o campo de batalha com lacaios que tenham baixo custo de mana, saiba que isso pode dar uma chance do adversário de fazer um massacre em área. Por isso, se você está focado em sobreviver até o Late Game ou ganhar neste momento, você precisa ter lacaios que sobrevivam aos ataques em área. Em outras palavras, você deve focar em lacaios que possuam vida o suficiente para resistir aos ataques que o seu adversário possa tentar fazer.

Você deve construir o seu deck de modo que ele tire proveito de cada turno. Em outras palavras, você joga a melhor carta possível em determinada rodada, com a quantidade de cristais de mana que você tem à disposição.

Mas como equilibrar a mana usada em uma partida? Seu deck deve ser feito de modo que o “custo de mana” seja balanceado e, assim, você não passe por momentos em que sua mão fique repleta de cartas que possuem um custo maior do que a mana que você tem à disposição naquele turno.

Resumindo, a curva de mana fará com que você possa fazer o máximo de jogadas possíveis em um mesmo turno e, assim, não só controlar melhor o campo como a própria partida.

Considerações finais

Se você não conseguir fazer uma curva perfeita logo de ínicio, não tem problema, já que, apesar de importante, a “curva de mana” vai ser uma referência para você. Aliás, o próprio herói que você escolher vai influenciar na curva. Ou seja, cada herói tem uma meta diferente e uma estratégia que será mais adequada. Ladinos, por exemplo, são focados em velocidade. Já o druida funciona melhor com cartas de late game.

Ter um deck cheio de cartas com dano alto é tão perigoso quanto encher o seu deck com cartas fracas, pois invocar apenas lacaios com baixo poder de ataque te fazem perder a partida.

Agora, você está apto a otimizar o seu deck e equilibrar sua curva de mana, não se esqueça: a ideia aqui é equilíbrio, nem tantas cartas altas, nem baixas.

E aí, você já sabia da curva de mana e como administrá-la? Comente aqui em baixo como estava seu deck e as mudanças que você fez! Não se esqueça de compartilhar este texto em suas redes sociais e até a próxima!

Colaboradores da Comunidade Card na Manga